Comum, mas não normal
Começa com entusiasmo. Depois vêm os testes negativos, as aplicações de ovulação, as perguntas da família, a sensação de que o corpo não está a colaborar. Tentar engravidar pode tornar-se um peso silencioso.
É comum uma gravidez demorar alguns meses. Mas há momentos em que vale a pena pedir ajuda: se tenta há mais de um ano — ou há mais de seis meses, a partir dos 35 — deve falar com o seu ginecologista ou médico de família para uma avaliação de fertilidade do casal. A medicina da reprodução tem um papel essencial, e o nosso trabalho é complementar.
O que pode estar na raiz
A fertilidade depende de muitos fatores, médicos e não só. Do lado do corpo, podemos olhar para:
- Ciclo menstrual. Ciclos irregulares, dores fortes ou sinais de endometriose merecem avaliação médica.
- Mobilidade pélvica e visceral. Cirurgias, cesarianas, infeções antigas ou endometriose podem deixar aderências e tensão na bacia.
- Pavimento pélvico. Dor nas relações ou tensão muscular podem tornar a intimidade difícil numa altura em que ela é importante.
- Stress e sono. Não causam infertilidade por si só, mas o desgaste emocional é real e afeta o bem-estar.
- O casal. A avaliação da fertilidade envolve sempre os dois.
Como podemos ajudar
Na consulta ouvimos a sua história, os seus ciclos, os exames e tratamentos que já fez. Se percebermos que ainda não houve avaliação médica, orientamo-la nesse sentido.
A acupuntura é procurada por muitas mulheres durante a tentativa de conceção e os tratamentos de fertilidade, e muitas referem sentir-se mais equilibradas e serenas; a evidência sobre o seu efeito nas taxas de gravidez não é conclusiva, e não prometemos resultados. A osteopatia visceral procura melhorar a mobilidade da bacia e dos órgãos pélvicos. A fisioterapia pélvica ajuda se houver dor nas relações ou tensão muscular. Se estiver em procriação medicamente assistida, adaptamos o acompanhamento às fases do tratamento, em diálogo com a sua equipa médica.
O que pode fazer já
- Conheça o seu ciclo. Registar a menstruação e os sinais do corpo ajuda-a — e ajuda o seu médico.
- Proteja momentos para si. Caminhar, dormir bem e ter tempo para o casal fora do «calendário».
- Não espere demasiado para pedir avaliação médica, se se reconhecer nos sinais acima.
Se se identifica com esta página, fale com a Joana. Caminhamos juntas.