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Fases da vida

Menopausa

A descida dos estrogénios muda a vagina, a bexiga e o pavimento pélvico. Secura, perdas de urina ou sensação de peso têm tratamento e não são o preço de envelhecer.

O que muda no corpo nesta fase

A menopausa não é um dia, é uma travessia. Começa na perimenopausa, muitas vezes a partir dos 40 e poucos anos, com ciclos irregulares, sono mais leve, alterações de humor e afrontamentos. Confirma-se depois de 12 meses sem menstruação.

A descida dos estrogénios tem efeitos que vão muito além dos afrontamentos. Os tecidos da vulva, da vagina, da uretra e da bexiga ficam mais finos, menos elásticos e menos lubrificados. Os músculos do pavimento pélvico perdem massa, como os restantes músculos do corpo. A bexiga pode ficar mais sensível.

Secura, ardor, infeções urinárias repetidas, dor nas relações e perdas de urina são comuns, mas não são normais. Não são «coisas da idade» que tenha de aceitar em silêncio.

O que pode estar na raiz

Por trás de uma queixa como a perda de urina pode estar um pavimento pélvico fraco, mas também um pavimento demasiado tenso, hábitos que se instalaram (ir à casa de banho «por precaução»), obstipação crónica, tosse persistente ou partos de há muitos anos que só agora se fazem sentir.

A dor nas relações costuma começar com a secura e piorar porque o corpo aprende a proteger-se: os músculos contraem à espera da dor. Este ciclo pode ser interrompido.

A sensação de peso na vagina pode indicar um prolapso, ou seja, uma descida da bexiga, do útero ou do reto. Muitas vezes, os sintomas melhoram com treino adequado e mudanças nos hábitos do dia a dia.

Como podemos acompanhar

  • Fisioterapia pélvica: começamos por uma conversa sobre bexiga, intestino, sexualidade e história de partos e cirurgias. Segue-se a avaliação da postura, da respiração e, com o seu consentimento, a avaliação externa e interna do pavimento pélvico. O tratamento pode incluir treino muscular com biofeedback, terapia manual, reeducação da bexiga (diário miccional e técnicas para controlar a urgência), dilatadores e orientação para a escolha de lubrificantes e hidratantes vaginais. Se tiver um pessário prescrito pelo seu médico, também a podemos ajudar a adaptar-se.
  • Acupuntura: pode ajudar a aliviar afrontamentos, alterações de sono e tensão. É um apoio complementar, com estudos de resultados variáveis.
  • Osteopatia visceral: pode melhorar a mobilidade abdominal e pélvica e ajudar o intestino preso.

Muitas mulheres beneficiam também de tratamento hormonal local ou sistémico, que é decidido pelo ginecologista ou médico de família. A fisioterapia e a terapia hormonal não se excluem: muitas vezes funcionam melhor em conjunto.

Quando procurar o médico

Marque consulta com o seu médico sem demora se tiver:

  • qualquer sangramento vaginal depois da menopausa, mesmo que seja pouco ou uma só vez;
  • sangue na urina ou nas fezes;
  • perda de peso sem explicação, inchaço abdominal persistente ou saciedade rápida;
  • uma «bola» visível fora da vagina, que não volta para dentro, ou dificuldade em esvaziar a bexiga;
  • febre com dor ao urinar ou dor lombar;
  • dor pélvica nova e persistente.
O que sente

Queixas frequentes nesta fase

Ver todas as queixas →

Sinto secura e desconforto na menopausa

Secura, ardor, comichão ou dor nas relações na menopausa afetam muitas mulheres e raramente melhoram sozinhos. Fale com o seu ginecologista e saiba como a fisioterapia pélvica pode complementar o tratamento.

Perco urina ao tossir, rir ou correr

Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercício é comum depois da gravidez, do parto e na menopausa, mas não é normal. A fisioterapia pélvica em Guimarães pode ajudar a perceber a causa e a recuperar a confiança.

Sinto peso ou uma «bola» na vagina

Sensação de peso, de algo a descer ou de uma «bola» na vagina pode ser um prolapso dos órgãos pélvicos. É frequente depois do parto e na menopausa, e a fisioterapia pélvica é muitas vezes o primeiro passo.

Tenho dor nas relações sexuais

A dor durante ou depois das relações sexuais (dispareunia) é mais comum do que se fala, sobretudo no pós-parto e na menopausa. Não tem de a suportar em silêncio: a fisioterapia pélvica pode ajudar a perceber a causa.

Tenho obstipação / intestino preso

Intestino preso, esforço para evacuar ou a sensação de nunca esvaziar por completo são comuns na gravidez, no pós-parto e em muitas fases da vida. Perceber a causa — muscular, postural ou visceral — pode fazer diferença.

Tenho dor pélvica que não passa

Dor no fundo da barriga, na bacia ou no períneo que dura há meses e que os exames nem sempre explicam. A dor pélvica crónica é real e tem muitas vezes várias causas a somar-se; uma abordagem integrativa pode ajudar a encontrá-las.

Marcações

O primeiro passo é uma conversa

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