2027Art of Birth Workshop Europe · Portugal, com a parteira Naolí VinaverRegistar interesse →
Fases da vida

Pós-parto

O pós-parto não acaba às seis semanas. Avaliamos o pavimento pélvico, o abdómen e a cicatriz, e acompanhamos a mãe e o bebé no regresso ao corpo e à amamentação.

O que muda no corpo nesta fase

Depois do parto, o corpo tem um caminho longo pela frente. O útero volta ao seu tamanho, os abdominais aproximam-se aos poucos, o pavimento pélvico recupera do esticamento ou de um rasgão, a cicatriz cicatriza por dentro e por fora. Ao mesmo tempo, as hormonas mudam de forma brusca, o sono é interrompido e o corpo passa a alimentar outro ser.

A consulta das seis semanas é um marco importante, mas não significa que a recuperação terminou. Em alguns países, como a França, a reeducação do pavimento pélvico depois do parto faz parte dos cuidados de rotina. Perder urina ao saltar, ter dor nas relações meses depois ou sentir peso na vagina ao fim do dia são situações comuns, mas não são normais.

O que pode estar na raiz

O parto vaginal pode esticar ou lesionar os músculos e os nervos do períneo. Uma cesariana é uma cirurgia abdominal que atravessa várias camadas de tecido, e a cicatriz pode ficar aderente e influenciar a bexiga, o intestino e a postura. Em ambos os casos, a forma como respiramos, pegamos no bebé, amamentamos e voltamos ao exercício pesa na recuperação.

A separação dos abdominais (diástase) não se resolve apenas com abdominais clássicos. Depende da pressão dentro do abdómen, da respiração e da coordenação com o pavimento pélvico. Olhar para a raiz é olhar para este sistema inteiro.

Como podemos acompanhar

  • Fisioterapia pélvica: a partir da consulta das seis semanas (ou antes, se houver queixas), fazemos uma avaliação completa: entrevista sobre o parto, observação da postura e da respiração, medição da diástase, avaliação da cicatriz e do períneo e, com o seu consentimento, avaliação interna vaginal da força, do tónus e do suporte dos órgãos. O plano pode incluir exercício de pavimento pélvico com biofeedback, terapia manual da cicatriz, treino abdominal adaptado e um regresso gradual à corrida, ao ginásio e à vida sexual.
  • Osteopatia visceral: trabalho suave sobre o abdómen e as cicatrizes para recuperar a mobilidade dos tecidos e dos órgãos.
  • Amamentação: ajudamos a encontrar posições confortáveis, aliviamos tensões nos ombros, no pescoço e nas costas da mãe e avaliamos o bebé, em articulação com a parteira, a conselheira em aleitamento e o pediatra.
  • Osteopatia pediátrica: o bebé pode ser visto na mesma consulta.
  • Acupuntura: pode ser um apoio no cansaço, na dor e no bem-estar geral.

Pode trazer o bebé. As consultas fazem-se ao ritmo dele.

Quando procurar o médico

Recorra à urgência ou ao seu médico de imediato se tiver:

  • hemorragia que aumenta, encher um penso por hora ou coágulos grandes;
  • febre, arrepios ou corrimento com mau cheiro;
  • cicatriz quente, vermelha, com pus ou a abrir;
  • dor, calor ou inchaço numa perna, falta de ar ou dor no peito;
  • dor de cabeça intensa ou alterações da visão;
  • mama vermelha, quente e dolorosa com febre;
  • perda de fezes que não consegue controlar;
  • tristeza profunda, ansiedade constante ou pensamentos de se magoar a si ou ao bebé. Peça ajuda: não está sozinha.
O que sente

Queixas frequentes nesta fase

Ver todas as queixas →

Perco urina ao tossir, rir ou correr

Perder urina ao tossir, espirrar, rir ou fazer exercício é comum depois da gravidez, do parto e na menopausa, mas não é normal. A fisioterapia pélvica em Guimarães pode ajudar a perceber a causa e a recuperar a confiança.

Sinto peso ou uma «bola» na vagina

Sensação de peso, de algo a descer ou de uma «bola» na vagina pode ser um prolapso dos órgãos pélvicos. É frequente depois do parto e na menopausa, e a fisioterapia pélvica é muitas vezes o primeiro passo.

A barriga não voltou depois do parto

Meses depois do parto, a barriga continua saliente, fraca ou com um «alto» ao meio quando se levanta? Pode ser uma diástase abdominal. A fisioterapia pélvica ajuda a recuperar a função do abdómen, com segurança.

A cicatriz da cesariana incomoda-me

Repuxar, dormência, dor ou uma «prega» por cima da cicatriz meses ou anos depois da cesariana são queixas comuns. A cicatriz não é só pele, e o trabalho manual e o movimento podem ajudar os tecidos a recuperar.

Tenho dor nas relações sexuais

A dor durante ou depois das relações sexuais (dispareunia) é mais comum do que se fala, sobretudo no pós-parto e na menopausa. Não tem de a suportar em silêncio: a fisioterapia pélvica pode ajudar a perceber a causa.

Tenho obstipação / intestino preso

Intestino preso, esforço para evacuar ou a sensação de nunca esvaziar por completo são comuns na gravidez, no pós-parto e em muitas fases da vida. Perceber a causa — muscular, postural ou visceral — pode fazer diferença.

O meu bebé não pega bem na mama

Mamilos doridos, mamadas que nunca acabam, um bebé que escorrega, estala ou prefere uma mama: a pega difícil é comum, mas não tem de ser vivida em sofrimento. O acompanhamento da mãe e do bebé, em articulação com o pediatra, pode ajudar.

O meu bebé chora muito, tem cólicas ou refluxo

Choro inconsolável ao fim do dia, pernas encolhidas, bolsados frequentes: as cólicas e o refluxo são comuns nos primeiros meses e esgotam qualquer família. Depois da avaliação do pediatra, a osteopatia pediátrica e o apoio à amamentação podem ajudar.

Marcações

O primeiro passo é uma conversa

Envie uma mensagem pelo WhatsApp a dizer o que procura. A Joana responde para marcar a consulta em Guimarães.

Responde normalmente em até 24 horas úteis. Por favor, não envie dados clínicos por WhatsApp: falamos deles na consulta.