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O que sente

Tenho obstipação / intestino preso

Intestino preso, esforço para evacuar ou a sensação de nunca esvaziar por completo são comuns na gravidez, no pós-parto e em muitas fases da vida. Perceber a causa — muscular, postural ou visceral — pode fazer diferença.

Comum, mas não normal

Passam dias sem ir à casa de banho. Quando vai, tem de fazer muita força, demora, e fica com a sensação de que não saiu tudo. A barriga incha, pesa, incomoda. Muitas mulheres vivem assim há anos e acham que «é o feitio do intestino».

A obstipação é muito frequente — na gravidez por causa das hormonas, no pós-parto pelo medo de fazer força sobre os pontos, na menopausa, com o stress e as rotinas apressadas. Mas viver com o intestino preso não tem de ser o normal, e o esforço repetido para evacuar sobrecarrega o pavimento pélvico.

O que pode estar na raiz

  • Pavimento pélvico que não relaxa. Para evacuar, os músculos à volta do ânus precisam de se soltar. Se contraem em vez de relaxar, é como tentar sair por uma porta fechada.
  • Posição na sanita. Sentada a direito, o intestino faz uma curva que dificulta a saída. Com os joelhos acima das ancas, o caminho fica mais livre.
  • Mobilidade visceral. Cirurgias, cesarianas, endometriose ou tensão abdominal podem limitar o movimento do intestino.
  • Hábitos e ritmo. Pouca água, pouca fibra, pouco movimento e adiar a vontade de evacuar.
  • Hormonas e sistema nervoso. A progesterona da gravidez abranda o intestino, e o stress também.

Como podemos ajudar

Na consulta, falamos sobre os seus hábitos, alimentação, sono e história clínica, e avaliamos a respiração, a mobilidade do abdómen e — com o seu consentimento — a coordenação do pavimento pélvico.

A fisioterapia pélvica ensina a relaxar e a coordenar os músculos na evacuação, a respirar sem fazer força excessiva e a criar rotinas. A osteopatia visceral trabalha com suavidade a mobilidade do abdómen e do intestino. A acupuntura pode ser um complemento. Nos bebés e crianças, a osteopatia pediátrica é sempre feita em articulação com o pediatra.

O que pode fazer já

  • Use um banquinho. Pés apoiados, joelhos acima das ancas, tronco ligeiramente inclinado para a frente.
  • Não faça força suspendendo o ar. Expire devagar, como se soprasse para uma palhinha, e deixe a barriga avançar suavemente.
  • Crie um momento. Depois do pequeno-almoço, o intestino costuma estar mais ativo; dê-lhe alguns minutos sem pressa — e beba água ao longo do dia.

Se se identifica com esta página, fale com a Joana. O intestino também comunica.

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